Outro dia ela veio me contar que havia assistido a um vídeo com o cantor e compositor Gilberto Gil, que falava sobre ter fé. Estava encantada com a maneira dele contar as coisas, poetando cada palavra, mas principalmente com a fala sobre “ter fé na vida”.
Tentando reproduzir as mesmas palavras do artista, ela disse: “pois a vida é única coisa que nós temos para acreditar”.
Falar de fé mexe muito com ela. Ainda pequena tinha umas certezas, uma confiança muito grande nas coisas, e mesmo no meio de situações complicadas, afirmava que tudo passaria e ficaria bem. Ela tinha fé!
Tem quem diga que isso não é fé e sim uma posição otimista sobre as coisas, o que eu até concordo. Sinto que as pessoas que têm fé trazem a esperança dentro delas, uma disposição positiva para superar as questões do dia a dia.
A palavra esperança, que vem do verbo esperar, também traz consigo o sentimento de confiança, desta forma, ter esperança é esperar com confiança que algo bom e desejado pode acontecer, porque ninguém quer esperar por uma notícia triste ou algo ruim.
É impressionante a força que as palavras podem ter na vida das pessoas.
A palavra fé no grego é “pestia” e quer dizer acreditar; no latim é “fedis”, que além de significar acreditar incorpora o conceito de fidelidade. Logo, ter fé e ter fidelidade àquilo que se acredita.
Levamos para o conceito de fé muitas crenças que estão associadas à religiosidade, aos dogmas e aos milagres, mas ela vai muito além das religiões, embora passe por elas.
Acredito que a fé seja uma experiência pessoal que não deve ser entendida como uma posição passiva diante dos acontecimentos cotidianos.
A fé deve ser raciocinada e considerada dentro do contexto em que vivemos, de modo a ser fortalecida e não virar devaneio ou, como diz o ditado, tornar-se “fé cega, faca amolada”.
Ter fé é não duvidar da verdade que sentimos e trazemos dentro de nós sem perder a referência do que se manifesta em volta de nós: a vida!
“Ter fé na vida”, como afirma Gil, é ter confiança, deslumbramento, mas, acima de tudo, certeza de que tudo está harmoniosamente integrado.
Perguntei a ela, então, “você tem fé em que?”, e ela me respondeu: “tenho fé em tudo que me envolve”.
E você, tem fé em que? Deixe sua impressão sobre o assunto nos comentários.
Abraços.
Cantar faz parte da minha vida, como respirar, sorrir, chorar…
Acordo com uma cantoria na cabeça, sem distinção de harmonia e melodia. É o que garante meu bom dia e um alegre despertar.
Tem dias que vem São Francisco, canção em forma de oração, e pode apostar que o dia vai ser de “segura peão”!
Em outros, ouço bateria, com repique, cuíca e pandeiro, normalmente às sextas-feiras, quando o findar do dia promete horas de alegria.
Cantar afasta a tristeza e embala a solidão. Como tem canção bonita para quem vive uma paixão!
Cantar de alegria, cantar com emoção, cantar com amigos, cantar só… Somente cantar!
“Mas se você disser que eu desafino amor”… Nem ligo, canta comigo!
Quem canta seus males espanta!
Bora cantar!
E você, o que gosta de cantar?
Mudanças faziam parte da vida dela: de casa, de cidade… E começaram muito cedo, seguindo a família, com as transferências de emprego do pai.
Quase sempre era a mãe que fazia o comunicado: “Querida, venha aqui! Eu e papai queremos conversar com você.”
Imaginando o que viria depois, ela iniciava uma enxurrada de perguntas, num misto de alegria e ansiedade: “Para onde vamos agora? Como é a casa, mamãe? Qual é o nome da minha escola? Da minha janela, verei o céu?”
A mãe nunca entendeu essa coisa de janela, mas sempre dizia: “Ah! Penso que você verá um jardim, ou uma pracinha.” Ninguém sabia ao certo qual a vista da janela, no entanto, essa pergunta estava sempre presente.
Depois de um breve interrogatório, lá ia ela juntar seus tesouros para embarcar em mais uma aventura, mas não sem antes ouvir a famosa frase da mamãe: “E não se esqueça de separar para doação os brinquedos que não usa mais!”
Essa parte, um pouco difícil no começo, acabava ficando divertida, pois sempre havia espaço para as brincadeiras de despedida.
Assim, cresceu sem muitos apegos.
Hoje, já adulta, com a mesma alegria nos olhos e um pouco mais de ansiedade, ela se prepara: arrumando as roupas, arrumando a casa. Ela ainda não sabe, mas de todas as mudanças esta será a de maior intensidade: a bem-vinda maternidade.
A mãe chega para uma visita e a encontra sorrindo, olhando pela janela do quarto delicadamente preparado para a chegada do bebê. Um instante de silêncio e olhares. Desta vez, quem faz a pergunta é a mãe:
— Querida, sempre quis saber o porquê de seu interesse pelo que iria ver da janela do seu quarto quando nos mudávamos.
Ela sorriu novamente e disse:
— Podíamos estar em qualquer cidade, mas sempre que olhava pela janela e via o céu eu pensava: as estrelas continuam lá; a Lua continua lá; o Sol continua lá, e isso me dava uma sensação de muita segurança e liberdade.
— Agora — continuou ela — ao abrir minha janela, sinto a brisa quente da cidade, só deixando entrar com o vento o que trouxer felicidade, pois o meu maior tesouro aqui dentro será guardado.
E você, o que gostaria de ver da janela lateral do seu quarto de dormir?
A pequena menina de cabelos loiros estava sentada na varanda quando ouviu o sorveteiro que passava na rua gritar: — Gelado! Gelado!
Deu um salto da cadeira e, como um foguete, partiu para dentro de casa chamando de forma ofegante por sua mãe: — Mamãe, mamãe, o sorveteiro, o sorveteiro! Vamos comprar! Rápido ou ele vai embora!
A mãe começa a remexer nas coisas dentro da bolsa procurando algum dinheiro, mas a carteira estava vazia. Muito ansiosa, abre os potes e as gavetas, porém, não encontra sequer uma moeda para atender ao desejo da sua filha. Pesarosa, olha para a menina e diz: — Querida, hoje não vai dar para o sorvete.
Durante a jornada da vida, são muitos os momentos de dificuldades e tristezas, mas, ao mesmo tempo, somos sempre surpreendidos com as pequenas “doces surpresas”. São elas que nos fortalecem e renovam as nossas forças para seguir em frente.
Para refletir: Que doces surpresas a vida trouxe para você?
Agradeça!
Abissal
Doce Surpresa
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Renato Cardoso
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